Sabe aquela tela enooooorme e super colorida que dá cara ao NAVE? Estamos falando do CASULO, um banner microperfurado, feito com material sintético de alta resistência ao tempo, que exibe imagem em tela de aproximadamente 18 x 18 metros, ocupando 324m2. Em outras palavras, trata-se de intervenção de arte urbana, única na cidade.
Por esta e por outras, o programa NAVE (Núcleo Avançado em Educação) é considerado revolucionário por dentro e por fora. A fachada da antiga estação telefônica art déco dialoga com a linguagem contemporânea presente em todos os ambientes educacionais do interior do prédio.
O projeto foi concebido para expor obras inéditas de arte e tecnologia, revelar novos talentos e democratizar o acesso do grande público ao trabalho de jovens artistas.
Na inauguração do programa NAVE, em maio de 2008, o designer e artista visual, Jair de Souza, foi o responsável por desenvolver a primeira tela do projeto Casulo.
Em dezembro de 2008, os alunos do NAVE participaram de um workshop, com a presença do próprio Jair e do artista gráfico Pojucan. Juntos, eles criaram uma tela para o Natal. Em março do ano seguinte, foram escolhidas as duas artes vencedoras do 1º Concurso Casulo. A criação de Sérgio Bonilha e Luciana Ohira, de São Paulo, tomou conta da fachada do NAVE até setembro, quando foi substituída pela tela de Glaucia Hokana, também de São Paulo, outra vencedora do concurso.
A quinta arte foi produzida em um novo workshop para os alunos do NAVE, dessa vez com a participação do grupo Eboy. (veja fotos dos casulos antigos aqui)
Pois bem, o novo concurso para escolha das novas criações para o Casulo está aberto. Quem quiser acessá-lo, vá em http://www.nave.org.br/casulo/index.php.
A nova temática, "Eu, Negro" -- que não poderia ser mais revolucionária! -- reforçará a questão que já estamos tratando em nossos últimos encontros, estendendo a reflexão para a vizinhança do entorno: o negro no Brasil.
Em um país cuja formação étnica é multicultural, "Eu, Negro" vai em busca do espírito negro que se encontra em todos nós, já que há um pouco de negritude em nossa alma e em nossa herança, apesar de a consciência deste fato nem sempre ser enaltecida.
Que venha nosso próximo fruto!
